Embolização Prostática

Tratamento minimamente invasivo para hiperplasia prostática benigna (HPB)

Procedimento endovascular que reduz o tamanho da próstata e melhora os sintomas urinários sem cirurgia.

A embolização prostática é uma alternativa segura e eficaz para o tratamento da HPB sintomática, com recuperação rápida e baixo risco de efeitos colaterais.

neurorradiologista intervencionista

A embolização da próstata - ou embolização das artérias prostáticas (EAP) - é um tratamento minimamente invasivo indicado para casos de hiperplasia prostática benigna (HPB), condição caracterizada pelo aumento não canceroso da próstata, comum em homens a partir dos 50 anos.

O procedimento é realizado por um radiologista intervencionista, que introduz um cateter por uma artéria da virilha (acesso femoral) ou do punho (acesso radial).

Esse cateter é guiado até as artérias que irrigam a próstata, onde são injetadas microesferas que bloqueiam parcialmente o fluxo sanguíneo.

A redução do fluxo faz com que a próstata diminua de tamanho ao longo do tempo, aliviando a pressão sobre a uretra e melhorando os sintomas urinários.

neurorradiologista intervencionista

Representação da embolização prostática: microcateterização seletiva das artérias prostáticas, com injeção de micropartículas que reduzem o fluxo sanguíneo para a próstata, promovendo a diminuição do volume glandular e alívio dos sintomas urinários.

Quais são os benefícios

  • Procedimento sem cortes, com anestesia local;
  • Recuperação rápida (geralmente em 1 a 3 dias);
  • Baixo risco de disfunção erétil e incontinência (comparado a cirurgias como RTU);
  • Pode ser realizada em pacientes com contraindicação para cirurgia.

Como é feito o procedimento

O médico radiologista intervencionista insere um cateter por via femoral ou radial e o guia até as artérias que irrigam a próstata. Microesferas são injetadas para bloquear parcialmente o fluxo sanguíneo, levando à redução do volume da próstata e melhora dos sintomas.

Pra quem é indicado

  • Homens com HPB sintomática (jato urinário fraco, urgência, micções noturnas, retenção);
  • Quando medicamentos não são eficazes ou causam efeitos colaterais;
  • Homens que desejam evitar cirurgia invasiva.

Efeitos colaterais possíveis

  • Desconforto pélvico leve;
  • Presença de sangue na urina ou no sêmen por alguns dias;
  • Micção frequente ou desconfortável nas primeiras semanas;
  • Riscos raros: infecção, retenção urinária temporária.

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